A síndrome de burnout tem se tornado um tema cada vez mais discutido no contexto do trabalho e da saúde mental. Mas afinal, Burnout é considerado uma doença ocupacional? Vamos explicar essa questão, analisando definição, causas, sintomas e enquadramento legal dessa condição.
A síndrome de burnout, também conhecida como esgotamento profissional, é um estado de exaustão física, emocional e mental causado pelo estresse crônico no ambiente de trabalho. Caracteriza-se por três elementos principais: exaustão extrema, sentimentos de negativismo ou cinismo em relação ao trabalho e redução da eficácia profissional.
Além disso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu esta doença ocupacional na Classificação Internacional de Doenças (CID-11), categorizando-o como um fenômeno ocupacional, ou seja, uma condição diretamente relacionada ao trabalho.
No Brasil, a síndrome de burnout foi oficialmente reconhecida como doença ocupacional a partir de 2022, com a inclusão na lista de doenças relacionadas ao trabalho do Ministério da Saúde. Isso significa que trabalhadores diagnosticados com Burnout podem ter acesso a benefícios trabalhistas e previdenciários, como afastamento pelo INSS e estabilidade no emprego em caso de licença prolongada.
Conclusões
- A síndrome de burnout é uma realidade no mercado de trabalho moderno e, felizmente, seu reconhecimento como doença ocupacional permite que os trabalhadores afetados tenham acesso a direitos e tratamentos adequados.
- Para minimizar os impactos desta doença ocupacional na saúde e segurança ocupacional, algumas medidas podem ser adotadas: estimular um clima organizacional positivo e colaborativo, evitar sobrecarga e garantir pausas adequadas, disponibilizar serviços de assistência psicológica para os colaboradores e capacitar gestores e funcionários sobre os sinais e prevenção do Burnout.
- A síndrome de burnout é um problema crescente que impacta diretamente a saúde e a segurança ocupacional. Empresas e gestores devem adotar políticas preventivas para criar um ambiente de trabalho mais equilibrado e saudável.
Síndrome de burnout é doença ocupacional?
vSim. A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu oficialmente a síndrome de burnout como um fenômeno ocupacional na Classificação Internacional de Doenças (CID-11), identificando-a como um problema diretamente relacionado ao ambiente de trabalho.
No Brasil, a inclusão desta doença ocupacional na lista de doenças ocupacionais ocorreu em 2022, por meio da atualização do Ministério da Saúde e da Previdência Social.
De acordo com a CID-11, a síndrome de burnout está classificada sob o código QD85 e é descrita como “um fenômeno ocupacional resultante do estresse crônico no trabalho que não foi gerenciado com sucesso”. A caracterização dessa condição se baseia em três dimensões principais:
- Sensação de exaustão extrema: um esgotamento físico e emocional persistente, que não melhora com descanso ou férias.
- Distanciamento mental do trabalho: sentimentos de negativismo, cinismo ou desapego em relação às atividades profissionais.
- Redução da eficiência profissional: dificuldade em manter o desempenho adequado, sensação de ineficácia e falta de realização pessoal no trabalho.
A inclusão desta doença ocupacional na CID-11 reforça a necessidade de empresas e profissionais adotarem medidas preventivas e promoverem um ambiente de trabalho mais saudável. Isso também abre caminho para uma melhor assistência e cobertura de planos de saúde para indivíduos afetados.
A síndrome de burnout é um problema de saúde ocupacional reconhecido internacionalmente, e seu tratamento e prevenção são essenciais para a qualidade de vida e produtividade dos trabalhadores.
Quais são as causas da síndrome de burnout?
A síndrome de burnout é um distúrbio emocional caracterizado por exaustão extrema, estresse crônico e sentimentos de ineficácia relacionados ao trabalho. Esse problema afeta milhões de pessoas em diversas áreas profissionais, comprometendo a qualidade de vida e o desempenho no ambiente laboral.
Mas quais são as principais causas dessa doença ocupacional? A seguir, exploramos os principais fatores que podem levar ao desenvolvimento do burnout.
Excesso de carga de trabalho: Um dos principais fatores que contribuem para a síndrome de burnout é a sobrecarga de trabalho. Jornadas longas, prazos apertados e demandas excessivas podem gerar um nível de estresse insustentável. Quando o trabalhador não consegue equilibrar as exigências profissionais com o descanso adequado, o risco de exaustão aumenta consideravelmente.
Falta de controle e autonomia: A sensação de não ter controle sobre as próprias tarefas e decisões pode ser um grande fator de estresse no trabalho. Profissionais que não têm autonomia para gerir seu próprio tempo e trabalho tendem a sentir-se desmotivados e impotentes, o que contribui para o desgaste emocional e mental.
Clima organizacional negativo: Ambientes de trabalho tóxicos, onde há conflitos constantes, competitividade extrema ou falta de apoio da liderança e dos colegas, podem favorecer o surgimento da síndrome de burnout. A ausência de reconhecimento e feedback positivo também pode desmotivar os funcionários e intensificar a sensação de frustração.
Falta de equilíbrio entre vida pessoal e profissional: A dificuldade em separar a vida profissional da vida pessoal também é uma das causas mais comuns da síndrome de burnout. A incapacidade de desconectar do trabalho, mesmo nos momentos de descanso, pode levar a uma sensação constante de pressão e esgotamento.
Expectativas irreais e alta cobrança: Muitos profissionais, especialmente aqueles em posições de liderança ou que trabalham em áreas altamente competitivas, se sentem pressionados a atingir metas elevadas. Essa cobrança, seja interna ou imposta pela empresa, pode gerar um estado de alerta constante, elevando o estresse no trabalho e favorecendo o desgaste mental.
Falta de reconhecimento e recompensas: Quando o esforço e a dedicação não são reconhecidos, os profissionais podem sentir-se desvalorizados, o que reduz a motivação e o engajamento no trabalho. A ausência de recompensas, sejam elas financeiras ou emocionais, contribui para o estresse no trabalho.
Trabalho monótono ou sem propósito: A realização de tarefas repetitivas e pouco desafiadoras pode levar à insatisfação profissional. A falta de um propósito claro no trabalho também pode gerar desmotivação e contribuir para o surgimento da síndrome de burnout.
Qual é o diagnóstico e tratamento para a síndrome de burnout?
Diagnóstico da síndrome de burnout:
O diagnóstico da síndrome de burnout exige uma avaliação clínica detalhada e multidisciplinar. Embora não exista um exame laboratorial específico para a condição, a combinação de entrevistas clínicas, questionários especializados e uma análise do contexto profissional e psicológico do paciente permitem um diagnóstico preciso.
O tratamento para esta doença ocupacional envolve o apoio psicológico, mudanças no ambiente de trabalho e estratégias de autocuidado, com foco na prevenção e no manejo eficaz do estresse.
O diagnóstico da síndrome de burnout também envolve a exclusão de outras condições médicas ou psiquiátricas que possam causar sintomas semelhantes. Isso inclui transtornos como depressão maior, transtornos de ansiedade generalizada e outros problemas de saúde mental.
Tratamento da síndrome de burnout:
O primeiro passo no tratamento da síndrome de burnout é o reconhecimento dos sintomas. Profissionais de saúde mental, como psicólogos e psiquiatras, são fundamentais no diagnóstico. Sintomas comuns incluem cansaço extremo, dificuldade de concentração, insônia, sentimentos de impotência, irritabilidade e uma sensação de desconexão do trabalho.
Além disso, muitos locais de trabalho estão implementando programas de bem-estar que oferecem apoio psicológico e orientações sobre a gestão de estresse, algo fundamental para prevenir e tratar a síndrome de burnout de maneira eficaz.
Podemos dizer também que a psicoterapia é uma das abordagens mais eficazes no tratamento da síndrome de burnout. A adoção de novos hábitos pode ser crucial para a recuperação de quem sofre de Burnout. Entre as mudanças mais eficazes estão:
- Descanso e Qualidade do Sono: Garantir horas de sono reparador é essencial. O descanso adequado auxilia na recuperação física e emocional do indivíduo.
- Alimentação Balanceada: Uma dieta saudável, rica em nutrientes essenciais, pode ajudar no equilíbrio emocional e físico.
- Exercícios Físicos: A atividade física regular tem efeito comprovado na redução do estresse e da ansiedade, além de melhorar o bem-estar geral.
SAOC: Soluções em exame clínico ocupacional
A síndrome de burnout é um problema sério que pode comprometer a saúde física e mental dos trabalhadores. Identificar suas causas é o primeiro passo para a prevenção e o tratamento adequado. Empresas e profissionais devem estar atentos aos sinais de estresse no trabalho e adotar estratégias para promover um ambiente de trabalho saudável, com equilíbrio entre demandas e bem-estar.
O Exame Clínico Ocupacional feito pela SAOC – Saúde Ocupacional é um processo que não requer preparo prévio e os resultados são imediatos para saber se o seu funcionário sofre com a síndrome de burnout. O ASO é emitido para todas as finalidades ocupacionais, sendo elas: admissional, demissional, periódico, de mudança de função e de retorno ao trabalho.
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